sexta-feira, 7 de outubro de 2011

o que vos mantém unidos

Esta semana disseram-me algo que me deixou a pensar... nunca tinha pensado nisso e é mais uma verdade básica daquelas que nós até sabemos mas nunca parámos para refletir sobre ela.

O que mantém uma relação nem sempre é o amor entre duas pessoas. Falo daquilo que mantém uma relação ao longo de meses, anos, uma vida... e não daquilo que nos leva a iniciar uma relação. Por vezes é o estatuto, por vezes o trabalho de cada um, noutras vezes são as vantagens que cada um tem para oferecer ao outro, o envolvimento familiar... e às vezes um destes fatores é suficiente para que uma relação faça sentido e se mantenha a vida toda. Então e o amor? Desde que a relação possa ser explicada, justificada racionalmente por fatores como os que antes descrevi, não se pensa muito nisso do amor. Se a relação faz sentido, é implícito que o amor lá ande, algures. E isso torna as coisas muito mais simples. Não digo que seja certo ou errado manter a relação por que motivos for (há motivos mais certos que outros, convenhamos), mas então e o que aconteceu ao amor?

Manter uma relação por amor, fará sentido?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

mulheres que amam demais


Uma relação verdadeiramente horrível tem a mesma função que uma droga potente.

As mulheres que amam demais são aquelas que acreditam que, se fizerem tudo o que estiver ao seu alcance pelo homem com quem estão, ele irá finalmente amá-las de volta e modificar-se, pelo bem da relação. São aquelas que acreditam que o sofrimento que têm é diretamente proporcional ao amor que sentem e que, se sofrem tanto, é porque ele é de certeza absoluta o homem certo. E assim vão tolerando mais e mais, na esperança de que as coisas mudem se forem suficientemente compreensivas. Os amigos perguntam-lhe "mas como é que tu aguentas isso?" e os conhecidos perguntam-se "mas como é que ela anda com aquele?". E nem elas conseguem explicar porque amam tanto uma pessoa que lhes dá tão pouco ou que, em certas ocasiões, as trata tão mal.

Também eu pensava que não havia uma explicação para isso e esse pensamento estava a dar comigo em doida. Seria eu maluca, burra, irracional? Porque é que, depois de tudo o que se passou, ainda amo tanto? Mulheres que Amam Demais, de Robin Norwood, é um estudo de centenas destes casos e nas suas páginas encontrei a explicação. Agora, é tudo tão racionalmente justificável... que é quase uma desilusão. O que eu pensei ser um grande amor (doentio, é certo, mas amor) afinal pode ser explicado por factores reais, quase palpáveis, que têm a ver com o meu passado e com o passado dele. E vemos que o arquiteto louco afinal se limitou a juntar duas peças de um puzzle - eu e ele - uma noite num café, e que o trabalho de encaixe foi todo, todinho, feito por nós.

Este livro ajudou-me a perceber que às vezes nós encontramos pessoas para as quais fomos verdadeiramente talhadas: as nossas almas-gémeas ou caras-metade. Não tenho dúvida absolutamente nenhuma de que ele e eu fomos talhadinhos um para o outro, em termos emocionais. E de que, com um ajuste aqui e ali (nomeadamente com mais uma cedência da minha parte, a única que não fiz, ou da parte dele, que também não a fez) teriamos mesmo ficado "juntos para sempre".Daí que agora o desencaixe se torne tão doloroso.

Mas ajudou-me também a perceber que as mulheres que amam demais têm o chip trocado e precisam de fazer reboot ao sistema. Desaprender tudo aquilo que a infância lhes ensinou e adquirir novos hábitos - os hábitos de uma relação saudável, onde não amem demais.

Aprender que devemos fugir do que nos faz mal e a cultivar o que nos faz bem parece tão fácil... mas é uma tarefa hercúlea para quem desde muito cedo teve de se habituar a que o Mal não era assim tão mau e também se habituou tão pouco ao Bem que agora... não se sente confortável com ele.

As mulheres que amam demais normalmente, se não podem amar demais, então não amam de todo. Ou seja, é difícil sentirem-se atraídas por um homem que as valorize, mime e que se mostre carinhoso - esses são vistos como enfadonhos e fracos. Pelo contrário, quando encontram um homem frio, distante, que represente um desafio, ou independentemente das suas características específicas, um homem com o qual possam reviver uma relação a que assistiram ou que viveram na infância, sentem-se como que fulminadas por um raio. E sentem-se muito, muito confortáveis, por mais horrível que seja para as pessoas de fora. Porque estão habituadas, foram habituadas a isso.

Este livro aborda a questão com muitos mais detalhes que não posso explorar aqui e contém a explicação da citação que pus no início deste post. O livro mostra-nos porque valorizamos tanto os amores desesperados atualmente e menosprezamos ou consideramos "mornas" as relações com base noutros princípios que não a paixão desesperada. Este livro ajuda-nos a perceber porque é que nos sentimos tão atraídas por aquela pessoa e porque é que ela se sentiu tão atraída por nós. Ajuda-nos a perceber o que podia acontecer caso a pessoa, finalmente, mudasse. Ou caso nós fizéssemos a derradeira cedência. E o que é realmente preciso para que um casal que ama demais transforme uma relação de dependência mútua numa relação saudável. E como podemos fazer reboot ao sistema, para que possamos começar a apreciar o Bem e sentir aquilo que é suposto sentir-se na presença do Mal - não prazer nem conforto nem familiaridade, mas sim repúdio.

Se conhecem alguém que ama demais (homem ou mulher), ofereçam-lhe este livro. A pessoa pode não acreditar nos chamados livros de "auto-ajuda" (eu também não acredito) e achará certamente que a sua relação "não é tão má" como aquelas que são retratadas no livro, mas peçam-lhe que leia apenas o Prefácio e depois logo decidem se continuam ou não.

Mal não faz... e também, se fizer... nós até gostamos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

my only friend, the end (pt II)


Há momentos estúpidos na vida de uma pessoa. Por exemplo, estar no trabalho, a fazer força para nos concentrarmos e ignorarmos o monstro que grita cá dentro, e de repente surgir-nos uma imagem na cabeça: um pequeno filme.

Recebemos uma chamada - era ele. "Vem cá fora". Olhamos pela janela e vemos uma pequena confusão à entrada. Um cavalo branco, um ramo de flores, ele despojado de orgulho e carregadinho de reconhecimento; a Verdade inundou-o finalmente e agora sai-lhe por todos os poros.

Vejo os nossos amigos, os nossos familiares, os nossos colegas. E fica tudo bem, porque fica tudo provado ali, naquele momento. Não há dúvidas nem há argumentos. Nem tem de haver. Como uma tempestade que rebenta depois de um dia de calor infernal, não temos de pedir desculpa nem justificar nada a ninguém. Simplesmente somos, para sempre.

Há momentos mesmo muito estúpidos na vida de uma pessoa.

domingo, 28 de agosto de 2011

o amor é

Ultimamente faço listas de coisas para não me esquecer. Listas de coisas básicas que eu pensava que sabia de forma inata, mas que afinal não. Por isso cá está uma lista essencial (sem ordem específica) que pode ser trazida a público, de coisas que aprendi com as relações que me rodeiam e não só. Convém não esquecer como se caracteriza, universalmente, uma boa relação.

Hoje disseram-me que metade do mundo anda à procura da outra metade. E eu quero saber o que procurar daqui para a frente. O que é inaceitável acho que já aprendi.

  1. Poder dizer "amo-te" quando nos apetece, sem medo que a pessoa desate a correr e sem pensar que lhe estamos a dar poder para nos magoar.
  2. Decorar uma casa em conjunto e resolver os problemas caseiros (como chaves deixadas dentro de casa ou um gato adulto a quem lhe deu para começar a fazer xixi no chão) em conjunto.
  3. Saber o que oferecer no dia de anos, no Natal e de vez em quando ao longo do ano, sem ter de perguntar, mas apenas porque prestámos atenção.
  4. Sentir orgulho da pessoa que temos ao lado, daquilo que alcançou na vida e das atitudes que tem.
  5. Olhar para a pessoa e transmitir-lhe o que estamos a pensar sem ter de dizer nada.
  6. Dormir sempre na mesma cama, seja abraçadinho no inverno ou só com um pé a tocar no outro no verão.
  7. Estar deitado a ler antes de dormir. Ou ler um para o outro.
  8. Ir a um festival de Metal pesado connosco, mesmo quando se gosta de rock antigo.
  9. Chegar a casa e ter um jantar feito de vez em quando.
  10. Gostar do mesmo tipo de pipocas no cinema.
  11. Cumprir promessas, sejam elas de amor ou outras quaisquer.
  12. Ser fiel e transparente, sempre verdadeiro.
  13. Ter uma música "nossa" que não seja a "Love the way you lie", nem a "Bleeding Love", nem a "Rolling in the Deep".
  14. Pôr o outro em primeiro lugar nas alturas em que isso é preciso.
  15. Ir passear de mãos dadas sem objectivo específico e sem que isso seja um frete.
  16. Ter vontade de ir para casa connosco depois de uma noite de copos, e não de ficar lá a fazer sabe deus o quê com os amigos.
  17. Ensinar e aprender coisas novas.
  18. Dar na mesma medida em que se recebe.
  19. Aparecer um dia num cavalo branco, com rosas vermelhas e um sorriso.
  20. Ser uma ajuda e um apoio constante, ser o nosso melhor amigo.
  21. Tornar a nossa vida mais fácil, em vez de a dificultar. Acrescentar vantagens, não problemas.
  22. Ter respeito e lucidez nas discussões que às vezes são inevitáveis e saudáveis.
  23. Cuidar da relação, não porque "tem de ser que isto está muito mau", mas sim porque se gosta.
  24. Cometer loucuras para o lado do bem e nunca para o mal.
  25. Acompanhar-nos ao consultório médico.
  26. Dar apoio quando os nossos familiares estão mal e nós sofremos com isso.
  27. Ficar, lutar, estrebuchar pela pessoa com quem queremos mesmo ficar. 
  28. Afastar firmemente os terceiros que possam vir a ser fonte de problemas. Não dar espaço a mal entendidos.
  29. Reconhecimento e gratidão.
  30. Não querer mais ninguém, nem sequer ter interesse.
  31. Reconhecer possíveis erros e não deixar que o orgulho nos impeça de pedir desculpa.
  32. Dar uma segunda oportunidade, mas não precisar de uma terceira nem quarta.
  33. Conhecer o endereço do nosso blog de cor e ler o que escrevemos.
  34. Poupar dinheiro em conjunto para viagens a dois. E ir.
  35. Poder dizer à pessoa que estamos muito, mas mesmo muito tristes, na certeza de que ela  não achará que estamos a "fazer filmes" e muito menos se rirá de nós.
  36. Poder dizer que estamos desiludidas, na certeza de que não seremos vistas como "umas chatas".
Algo a acrescentar?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

the sins of our fathers

.
You are Isildur's heir, not Isildur himself.

A ver se não me esqueço disto nunca mais.

sábado, 23 de julho de 2011

girl with a dark bullet

I

A menina gostava de apanhar pedrinhas na areia da praia. Gostava especialmente da sua forma oval, polida pelo tempo, a brilhar ao sol, e pensava muito no caminho que cada pedrinha tinha levado até chegar ali, à sua mão pequena naquela praia.

E pensava em todas as histórias que a pedra, se não fosse pedra, teria testemunhado. E em tudo o que podia ter aprendido com elas, se não fosse pedra.

Numa manhã luminosa em que fazia o caminho até à Barrinha, picou o pé numa bem bicuda, que sobressaía entre a areia fresca. Pegou-lhe, lavou-a na água salgada e observou-a à luz. Era uma pedra grande, completamente negra e muito brilhante do mar, diferente de todas as outras que tinha visto até então. Mas não estava arredondada - parecia uma grande bala negra, com arestas cortantes. Quase parecia ter caído do céu naquele preciso lugar momentos antes, como um  míssil, em vez de ter rebolado debaixo dos oceanos durante anos e anos.

Na verdade, tinha rebolado ao sabor das ondas durante anos e anos, mas não tinha suavizado as arestas. A menina não sabia disso... e levou-a para casa.

No dia seguinte, a menina resolveu transformar a pedra numa peça de xadrez, como tinha visto num filme. Contou aos pais, que lhe deram um pequeno martelo para esculpir, e começou o seu trabalho. De vez em quando ia à praia procurar outras pedras que fossem mais fáceis de manejar, pois esta grande bala era um mono compacto, muito pesado para as suas pequenas mãos. Mas não encontrou nenhuma pedra igualmente brilhante, embora outras parecessem claramente mais fáceis de esculpir.

Sempre que parecia que a pedra estava a ganhar forma, uma pancada em falso criava novas arestas cortantes. A menina deixou de ir à água porque os pequenos cortes que tinha lhe faziam arder as mãos. Leu livros e comprou novas ferramentas, mas nada parecia resultar. A grande bala negra continuou um trambolho, muito longe da peça de xadrez que ela idealizava a king with no crown, king with no crown. Mas continuava bonita e brilhante, lá isso continuava. E a menina passava horas a apreciar as suas arestas à luz do sol e da lua.

Uma noite a seguir ao jantar, zangada, pegou na pedra e foi até à praia. Lançou-a ao mar, desistiu da ideia do xadrez, e voltou para casa, tudo sem os pais darem por nada.

II

Foi dormir, mas teve sonhos estranhos e confusos, que a fizeram acordar com o coração pequenino. E de manhã, mal olhou para a mesa-de-cabeceira, assustou-se: a pedra estava lá pousada. Estava diferente, parecia ainda mais bonita e também mais leve... resolveu recomeçar o seu trabalho.

O resto do verão foi passado a trabalhar na pedra, sempre com dificuldades. A menina esculpia e evitava pensar naquela manhã e no susto que apanhara. Mas o tempo foi passando, ela foi perdendo o bronze do sol e o seu cabelo loiro escureceu - os pais começavam a ficar preocupados. Tentaram fazê-la ver que aquilo não ia a lado nenhum.

E de facto, a menina acabou por perder algum do fascínio pela pedra, que se mantinha torta e desinteressante. Deixou-a em casa um dia e resolveu ir brincar para a praia. Durante uns dias não se lembrou dela: recuperou alguma da sua cor e alegria, passeou muito junto à água e colecionou conchas.

III

Faltava um mês para o fim das férias de verão quando a menina acordou a meio da noite alagada em suor. Tinha sonhado com homens maus que lhe cravavam a bala negra no coração, num ritual junto a uma grande cascata. Saiu da cama devagar e pôs-se de joelhos, a cabeça a tocar no tapete rugoso. Olhou para debaixo da cama - tinha-se esquecido, mas a pedra estava lá. Esticou o braço pequeno e recuperou-a, ficando a olhar para ela muito tempo, até se voltar a deitar e pousá-la na almofada.

Durante esse último mês das férias de verão, o seu trabalho na pedra deu frutos. A grande bala já se assemelhava a um Rei, embora continuasse com problemas na cabeça e a coroa ainda fosse indecifrável. Os pais ajudaram-na a esculpir a base, mas passado algum tempo perceberam que seria impossível fazer da pedra um Rei digno de um tabuleiro de xadrez. 

Tentaram mostrar à menina que havia outras coisas com que se entreter - livros, filmes, e até outras pedras para colecionar. Mas nada demovia a menina de 7 anos daquilo que parecia ter-se tornado a sua missão de vida. 

E, finalmente, depois de mais um dia de martelinho em punho, a menina achou que tinha atingido o seu objetivo: a grande bala negra tinha-se tornado um Rei. Claro que não era um Rei, Rei - a menina achou que seria arriscado investir muito na zona da coroa, pois podia arrancar-lhe a cabeça com o martelo - mas assemelhava-se a isso. A sua coroa fazia lembrar a cabeça dos Bispos nos tabuleiros de xadrez, com um grande espigão a apontar para o céu. Mas não fazia mal - era o seu Rei.

Feliz com a sua obra, mostrou-a às amigas e aos pais, que olharam de nariz torcido para o grande espigão-cabeça. As amigas riram-se dela e os pais preocuparam-se com ela. «Não andes a correr com isso na mão», avisaram. Mas a menina não ligou. E andava de bicicleta com o Rei posto no cestinho cor-de-rosa, ou passeava junto à água com ele na mão - gostava de o molhar e admirar o seu brilho ao sol.

No dia 29 de Setembro, na véspera do regresso a Lisboa, a menina de 7 anos saiu de casa entusiasmada e cruzou o pequeno pátio que a separava da areia da praia, com o Rei negro na mão. Procurou as amigas no areal, mas elas não estavam lá, pelo que voltou para trás e resolveu atravessar a estrada para as procurar na Ria, no lado oposto da ilha.

De costas para o mar, atravessou a estrada a correr - no preciso momento em que um jipe avançava destemido por entre os inúmeros carros estacionados em segunda fila naquela rua «Um dia que queira aqui chegar uma ambulância ou os bombeiros, não sei como vai ser!», tinha ouvido a avó dizer.

A menina abriu os olhos depois de um reboliço de cabelos e asfalto. Tinha dificuldade em respirar, sentia um nó apertado na garganta. Sentiu o seu corpo a ser virado de barriga para cima e viu uma senhora muito loira,  grávida, com a pele tostada pelo sol, a fitá-la com olhos azuis, estarrecidos e culpados.

Entre os gritos da população e a visão a fugir-lhe, distinguiu a figura do pai, barbudo e moreno, ajoelhado junto a ela. Tira-lhe isso da garganta! Chamem a ambulância! Arranjem um pano para estancar isto! Ele agarrou-lhe na nuca e ela sentiu uma grande pressão no pescoço, como se o nó que lhe entalava a garganta estivesse a ser desfeito lá dentro. Uma grande dor e um grande alívio, acompanhado por um banho morno que lhe inundou o pescoço, os ombros, o peito. 

Olhou para o que lhe tinha sido arrancado da garganta. Era a grande bala negra. Tinha retomado a sua forma de sempre se é que algum dia tinha mudado - já não era o Rei que ela pensava ter construído. Mantinha a forma do dia em que a tinha encontrado, o seu aspecto de míssil, as suas arestas cortantes. O seu brilho permanecia o mesmo, um brilho que a cegava debaixo do sol do meio-dia. 

A menina deixou-se maravilhar pelos reflexos de mil cores que a pedra criava na sua superfície lisa. Deixou de ouvir os gritos e não chegou a ouvir a ambulância a apitar entre os carros, lá longe. 

Porque, entretanto, fechou os olhos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

free advice

No outro dia disseram-me que o sofrimento nos torna humildes. Quando passamos por situações complicadas, somos obrigados a olhar para o que nos rodeia e para nós próprios e analisar o que falhou: em nós, nos outros, na própria situação.

Todo este processo torna-nos mais humildes. A arrogância e o ódio servem apenas para rejeitar uma preciosa lição de vida e mais tarde repetir os erros do Passado.

And we don't want that, do we?