No outro dia em conversa vim a saber de um livro de um autor português "estilo Margarida Rebelo Pinto" medo, que nunca li, mas que conta a história verídica diz ele de uma jovem que iniciou aos 14 anos (ou seria 12?) a sua vida sexual e a partir daí foi a loucura.
Nessa conversa aprendi o que são Rainbow Parties, nas quais esta jovem (da alta sociedade, com pais ausentes e muito dinheiro disponível) e outras da sua idade participavam. Aprendi que algumas raparigas dessa idade já ameaçavam rapazes da mesma idade com violência, caso eles não cedessem a embarcar em determinadas aventuras sexuais. Aprendi que estas criançolas, que ainda nem barba têm, já se moviam no mundo do álcool, das drogas duras, da promiscuidade e da prostituição.
Foi um bocadinho assustador. Foi como ver o
Kids aqui ao lado em Cascais.
Por isso quando li
esta notícia sobre as medidas que estão prestes a ser tomadas no Reino Unido, achei bem. Não costumo ser a favor da censura, sob nenhuma forma ou disfarce, mas realmente eu própria sinto que vivemos numa sociedade altamente sexualizada e que há que pôr um bocadinho um travão nisto tudo.
De repente senti-me velha, por pensar "onde é que isto vai parar", mas não, não é isso. A verdade, como diz a notícia, é que as crianças têm direito à sua inocência. Têm o direito a ignorar um mundo que ainda não lhes diz respeito, não contribui para a sua evolução e, pelo contrário, até os pode prejudicar, porque lhes retira tempo e atenção que podem dedicar a atividades mais edificantes.
As crianças não têm de ser bombardeadas com imagens da Rihanna a comer bananas, nem da Kelis a dizer que "o batido dela chama todos os rapazes do bairro". Abominamos a pedofilia, mas admiramos estas mulheres que são, no fundo, role-models para as nossas filhas de 6 aninhos. E achamos graça quando elas, aos 7, já querem usar baton. Estamos a misturar o que não devia estar no mesmo prato, nem no mesmo horário televisivo.
Por isso censurem, sim, empurrem estes conteúdos para depois da meia-noite e, ainda mais importante do que isso, não deixem os meninos ver TV desacompanhados... não vá a coisa tornar-se ainda mais agressiva e eu daqui a uns 10 anos dar de caras com uma surpresa desagradável no quarto dos putos.