O verdadeiro amigo é aquele que nos apoia, ajuda e protege incondicionalmente em todas as escolhas ou aquele que nos apoia, ajuda e protege nas escolhas que considera correctas para nós?
domingo, 15 de maio de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
You may fool all the people some of the time...
...you can even fool some of the people all of the time,
but you cannot fool all of the people all the time.
Abraham Lincoln
Acho que todos deviam ler este texto, não porque fui eu a escrevê-lo, mas porque há que estar informado sobre o que se passa em nossa casa.
O Estado usa os impostos para apoiar empresas e oferecer ajuda em várias vertentes sociais. Mas como esse dinheiro não chega e não é bem gerido, tem sempre de pedir empréstimos a bancos no estrangeiro.
Esses empréstimos são dados mediante um juro, que é calculado com base na avaliação que as agências de rating fazem sobre o desempenho de cada país.
Se um país produzir, tiver riqueza, os bancos consideram que os empréstimos são um investimento com um risco relativamente reduzido. Mas se o país não produzir muito, os bancos já consideram que o país se arrisca a não pagar o empréstimo, logo, aumentam o juro.
O problema são os critérios das agências de rating, porque elas é que fazem essa avaliação.
Ora, segundo o sociólogo Robert Fishman, que escreveu para o NY Times, Portugal estava a conseguir sair da recessão, não havendo razões para as agências nos darem má classificação, nem para os bancos aumentarem os juros.
Mas eles fizeram-no. A questão é PORQUÊ?
Se um Estado não tiver dinheiro para se financiar, ainda menos dinheiro tem para investir no seu País e nos seus cidadãos.
Logo, uma enorme fatia de negócio (saúde, educação, transportes, etc.) fica à disposição de empresas privadas, que podem avançar.
No fundo, estamos a assistir a uma tentativa dos grandes grupos económicos de fazer mais dinheiro, "roubando" negócio ao Estado.
A privatização destes serviços é encarada por alguns como a solução para o Estado conseguir pagar a dívida... E assim se caminhará para o fim do Estado Social.
O Fundo Monetário Internacional só teve de intervir porque as agências de rating "se lembraram", num ataque bem orquestrado contra Portugal, de descer brutalmente a nossa classificação, fazendo disparar os juros e obrigando a pedir "ajuda" para conseguir pagar os empréstimos.
Mas na verdade esta "ajuda" também nos vai endividar indefinidamente, porque também o FMI cobra juros.
Temos de agir já! Juntem-se a esta causa e convidem os vossos amigos.
O Estado usa os impostos para apoiar empresas e oferecer ajuda em várias vertentes sociais. Mas como esse dinheiro não chega e não é bem gerido, tem sempre de pedir empréstimos a bancos no estrangeiro.
Esses empréstimos são dados mediante um juro, que é calculado com base na avaliação que as agências de rating fazem sobre o desempenho de cada país.
Se um país produzir, tiver riqueza, os bancos consideram que os empréstimos são um investimento com um risco relativamente reduzido. Mas se o país não produzir muito, os bancos já consideram que o país se arrisca a não pagar o empréstimo, logo, aumentam o juro.
O problema são os critérios das agências de rating, porque elas é que fazem essa avaliação.
Ora, segundo o sociólogo Robert Fishman, que escreveu para o NY Times, Portugal estava a conseguir sair da recessão, não havendo razões para as agências nos darem má classificação, nem para os bancos aumentarem os juros.
Mas eles fizeram-no. A questão é PORQUÊ?
Se um Estado não tiver dinheiro para se financiar, ainda menos dinheiro tem para investir no seu País e nos seus cidadãos.
Logo, uma enorme fatia de negócio (saúde, educação, transportes, etc.) fica à disposição de empresas privadas, que podem avançar.
No fundo, estamos a assistir a uma tentativa dos grandes grupos económicos de fazer mais dinheiro, "roubando" negócio ao Estado.
A privatização destes serviços é encarada por alguns como a solução para o Estado conseguir pagar a dívida... E assim se caminhará para o fim do Estado Social.
O Fundo Monetário Internacional só teve de intervir porque as agências de rating "se lembraram", num ataque bem orquestrado contra Portugal, de descer brutalmente a nossa classificação, fazendo disparar os juros e obrigando a pedir "ajuda" para conseguir pagar os empréstimos.
Mas na verdade esta "ajuda" também nos vai endividar indefinidamente, porque também o FMI cobra juros.
Temos de agir já! Juntem-se a esta causa e convidem os vossos amigos.
Conto com o vosso apoio, pela nossa alegre casinha.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
obey
Sempre que vou contra a vontade dos meus pais, sinto-me quase como se me tivessem arrancado um bocado de carne.
O desejo de agradar, de ser uma fonte de orgulho, de não contrariar sim, claro que também fiz as minhas birras e no fundo o não ser capaz de dizer "não" sempre estiveram lá. Primeiro porque não podia dizer não, depois porque não queria fazê-lo.
E é sempre a primeira coisa que me passa pela cabeça em variadíssimas situações da vida: o que é o que meus pais pensariam disto?
Tenho pavor de que se esqueçam de quem eu sou, por causa desta ou daquela escolha que faça.
Portanto olha... seja o que deus quiser.
O desejo de agradar, de ser uma fonte de orgulho, de não contrariar sim, claro que também fiz as minhas birras e no fundo o não ser capaz de dizer "não" sempre estiveram lá. Primeiro porque não podia dizer não, depois porque não queria fazê-lo.
E é sempre a primeira coisa que me passa pela cabeça em variadíssimas situações da vida: o que é o que meus pais pensariam disto?
Tenho pavor de que se esqueçam de quem eu sou, por causa desta ou daquela escolha que faça.
Portanto olha... seja o que deus quiser.
sexta-feira, 25 de março de 2011
UNITED
"Se as eleições fossem hoje, o centro-direita leia-se PSD reuniria mais de metade das intenções de voto". Faz-me impressão a cambada de débeis mentais que constitui a nossa sociedade. As intenções de voto são determinadas por um único factor: o ódio que têm nesse momento contra o partido que governou anteriormente.
E assim continuaremos.
Fala-se numa grande união da Esquerda, e na minha opinião essa é a única hipótese para algum dia termos no poder um partido que não seja o PS ou o PSD. Só assim o número de votantes de Esquerda poderia ultrapassar o dos acéfalos responsáveis pela manutenção desta rotatividade.
Mas uma união entre partidos de Esquerda implica necessariamente que alguns princípios ganhem em relação a outros. Que nasça uma ideologia com opiniões, propostas e perspectivas variadas, daqui e dali. Qual seria o resultado desse casamento? Qual o peso de cada partido no novo "filhote"?
Estaria o PCP disposto a dissolver-se em algo um pouco diferente do "extremismo" da ideologia que o inspira (e que assusta a generalidade das pessoas)? Ou o BE e os Verdes, por exemplo, dispostos a aproximarem-se dessa mesma ideologia?
Parece-me que lhes falta a todos os intelectuais de Esquerda alguma humildade para que isto possa acontecer.
Desculpem o devaneio mas isto fez-me lembrar dois colegas de um Workshop que ando a fazer, na área do cinema. Tivemos a tarefa de escrever uma história, dois a dois, com base em personagens que nos foram distribuídas. Estes dois colegas são os únicos do Workshop que são mesmo licenciados na área de Cinema. E foram os únicos que não conseguiram trabalhar em conjunto: apresentaram duas histórias individuais, porque não conseguiram descer do seu pedestal de cineasta e aceitar misturar o seu génio cinematográfico um com o outro. O resultado de ambos foi lamentável, deixem que vos diga. As piores histórias da turma.
Serão os partidos de Esquerda capazes de descer do seu pedestal? De aceitar que as suas ideias não são sagradas nem estão escritas na pedra e que podem vir a ganhar muito com a intervenção de outras pessoas? Seriam eles capazes de abdicar de certas opiniões para criar algo totalmente novo, bonito e, quem sabe, revolucionário (no sentido não assustador da palavra) para o nosso país? E de preferência não um monstro.
E assim continuaremos.
Fala-se numa grande união da Esquerda, e na minha opinião essa é a única hipótese para algum dia termos no poder um partido que não seja o PS ou o PSD. Só assim o número de votantes de Esquerda poderia ultrapassar o dos acéfalos responsáveis pela manutenção desta rotatividade.
Mas uma união entre partidos de Esquerda implica necessariamente que alguns princípios ganhem em relação a outros. Que nasça uma ideologia com opiniões, propostas e perspectivas variadas, daqui e dali. Qual seria o resultado desse casamento? Qual o peso de cada partido no novo "filhote"?
Estaria o PCP disposto a dissolver-se em algo um pouco diferente do "extremismo" da ideologia que o inspira (e que assusta a generalidade das pessoas)? Ou o BE e os Verdes, por exemplo, dispostos a aproximarem-se dessa mesma ideologia?
Parece-me que lhes falta a todos os intelectuais de Esquerda alguma humildade para que isto possa acontecer.
Desculpem o devaneio mas isto fez-me lembrar dois colegas de um Workshop que ando a fazer, na área do cinema. Tivemos a tarefa de escrever uma história, dois a dois, com base em personagens que nos foram distribuídas. Estes dois colegas são os únicos do Workshop que são mesmo licenciados na área de Cinema. E foram os únicos que não conseguiram trabalhar em conjunto: apresentaram duas histórias individuais, porque não conseguiram descer do seu pedestal de cineasta e aceitar misturar o seu génio cinematográfico um com o outro. O resultado de ambos foi lamentável, deixem que vos diga. As piores histórias da turma.
Serão os partidos de Esquerda capazes de descer do seu pedestal? De aceitar que as suas ideias não são sagradas nem estão escritas na pedra e que podem vir a ganhar muito com a intervenção de outras pessoas? Seriam eles capazes de abdicar de certas opiniões para criar algo totalmente novo, bonito e, quem sabe, revolucionário (no sentido não assustador da palavra) para o nosso país? E de preferência não um monstro.
Duvido. Mas era muito fixe.
quarta-feira, 23 de março de 2011
"arrebenta a bolha"
O Governo está prestes a cair, diz-se. Daqui a umas horas, diz-se.
A demissão de um governante é vista como uma forma de sair de cena com a cabeça erguida. Num misto de puto mimado e dama incompreendida, o governante sai, por "não ter condições para continuar", porque estão todos contra ele - oposição, povo, o seu próprio Governo - e porque assim Portugal se tornou impossível de governar.
O governante sai atribuindo a culpa à situação, às condições, à oposição, ao povo que o elegeu e que agora se revolta. A demissão é tida como um acto de honra, em que alguém admite que erros foram cometidos e, tal qual japonês intocável, escolhe o harakiri para se retirar e ser lembrado para sempre de cara lavada, pois "pelo menos admitiu que não presta".
Mas uma demissão não é nenhum acto honrado, de quem fez tudo mas não conseguiu. Um governante que se demite, admite a sua incompetência e da sua equipa. Está, no fundo, a fugir com o rabo à seringa de um cargo para o qual se candidatou e para o qual fez campanha, na certeza de que seria a pessoa mais indicada no País inteiro para o desempenhar.
Por isso, na minha opinião, a demissão de um governante não deve ser bem aceite, e muito menos sugerida pelo povo. O dever do governante é cumprir a função para a qual foi eleito. Não há cá "ah afinal não consigo". Não consigo? Estudasse!
Por isso estou um bocadinho triste com a queda do Governo. É apenas outro que diz "já não quero brincar mais" e dá lugar ao próximo que, muito provavelmente, se cansará de brincar também.
A demissão de um governante é vista como uma forma de sair de cena com a cabeça erguida. Num misto de puto mimado e dama incompreendida, o governante sai, por "não ter condições para continuar", porque estão todos contra ele - oposição, povo, o seu próprio Governo - e porque assim Portugal se tornou impossível de governar.
O governante sai atribuindo a culpa à situação, às condições, à oposição, ao povo que o elegeu e que agora se revolta. A demissão é tida como um acto de honra, em que alguém admite que erros foram cometidos e, tal qual japonês intocável, escolhe o harakiri para se retirar e ser lembrado para sempre de cara lavada, pois "pelo menos admitiu que não presta".
Mas uma demissão não é nenhum acto honrado, de quem fez tudo mas não conseguiu. Um governante que se demite, admite a sua incompetência e da sua equipa. Está, no fundo, a fugir com o rabo à seringa de um cargo para o qual se candidatou e para o qual fez campanha, na certeza de que seria a pessoa mais indicada no País inteiro para o desempenhar.
Por isso, na minha opinião, a demissão de um governante não deve ser bem aceite, e muito menos sugerida pelo povo. O dever do governante é cumprir a função para a qual foi eleito. Não há cá "ah afinal não consigo". Não consigo? Estudasse!
Por isso estou um bocadinho triste com a queda do Governo. É apenas outro que diz "já não quero brincar mais" e dá lugar ao próximo que, muito provavelmente, se cansará de brincar também.
segunda-feira, 14 de março de 2011
monstro
Cerca de 300 mil pessoas participaram a nível nacional. Cerca de 300 mil pessoas tiveram vontade suficiente para sair das suas casas e ir mostrar o seu desagrado em relação à situação do país. Mas sabemos que o número de desagradados ronda os 10 milhões.
Agora, no rescaldo das manifestações, ouvem-se vozes que pedem a formação de um novo partido. Está tudo a encaixar. O partido que surgir, se surgir, e se for só um, pode ser visto como uma espécie de salvação da Pátria. Tal como Hitler foi, na altura.
Cuidado, muito cuidado.
Por isso sou contra a "sangria desatada" que se desencadeou desde sábado. Sou contra a destituição de um Governo via Facebook. Sou muito a favor da manifestação das nossas opiniões, mas também muito a favor da reflexão e da ponderação.
Faço votos de que os ânimos se acalmem, sob pena de que venha a nascer, desta manifestação pacífica e de alegria, uma qualquer monstruosidade.
quero ser feliz
morte à máfia da partidocracia
flexitanga, seguritreta
liberdade, igualdade, fraternidade
quero ser feliz, porra!
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